O aumento no setor de turismo é motivo de celebração: aquece a economia, movimenta comunidades, amplia horizontes, mas cresce também a pressão sobre ecossistemas sensíveis, aumenta a produção de resíduos e intensifica o consumo de água e energia. E é nesse cenário de desafios e oportunidades, que práticas sustentáveis se tornam ainda mais urgentes. Só em janeiro de 2025, o Aeroporto Internacional Castro Pinto registrou um fluxo total de 181.402 passageiros, sendo 181.005 voos domésticos, número que representa um aumento de 4,68% em relação ao mesmo mês de 2024.

Quem vem, se encanta. Mas quem vem e fica, passa a ter um outro olhar. Lixo que é apenas um dos desafios para um turismo sustentável.

Dados da Emlur, solicitados pelo Núcleo de Dados da Rede Paraíba de Comunicação, mostram que nos meses de alta estação, ou seja, janeiro e fevereiro, a produção de lixo aumenta em 30%. Em dias normais são produzidas mil toneladas por dia. No veraneio, são 1,3 mil toneladas diárias de lixo sendo recolhidos. Um terço desse volume é de descarte irregular: 433 toneladas por dia. Realidade que gera um custo muito maior para o município do que a coleta de resíduos descartados de maneira adequada.

De acordo com o superintendente da Emlur, Ricardo Veloso, com a rede hoteleira e com os donos de bares e restaurantes, há uma colaboração para otimizar e disciplinar melhor o descarte do lixo. “Ordenamos melhor para o descarte ser feito próximo à passagem do caminhão, o descarte do material reciclado separado do úmido, ou seja, separar o orgânico do seco, enfim, são ações como essa que tem alavancado o aumento, a ampliação da coleta seletiva e da gestão ambiental dentro da nossa cidade”, declara.

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